Faltas de usuários pratenses a consultas e exames agendados no Ambulatório Médico de Especialidades (AME), em 2022, chamam a atenção

Sessões ordinárias - Sexta-feira, 10 de Março de 2023


Faltas de usuários pratenses a consultas e exames agendados no Ambulatório Médico de Especialidades (AME), em 2022, chamam a atenção

Assegurado pela Constituição de 1988, o Sistema Único de Saúde (SUS), criado em 1990, atende atualmente cerca de 190 milhões de pessoas e é referência mundial, mas nem sempre foi assim: o descaso com a saúde já estampou as manchetes dos principais jornais do país, especialmente nos anos 1970 e 1980. É evidente que ainda estamos longe de um sistema público perfeito, há queixas quanto a atendimento médico, demora para se conseguir uma consulta ou falta de vagas para se realizar um tratamento, no entanto, é preciso investigar as causas que levam às queixas.

Em Águas da Prata, segundo relatório da Secretaria Municipal de Saúde, os índices de absenteísmo (ou falta) às consultas e exames agendados no Ambulatório Médico de Especialidades (AME), chamam a atenção. Informações do documento mostram que, em 2022, a média de ausências a consultas com especialistas foi de 11%. Para se ter uma ideia, 25% das pessoas que marcaram consulta para tratar tumores de pele (especialidade dermatologia plástica) não comparecem ao atendimento; para avaliação de hérnia, a taxa foi de 20%; com o especialista otorrino, 19%; e com o urologista, 14%.

Os índices de absenteísmo são semelhantes para exames de média e alta complexidade: em 2022, a média de faltas foi de 14%. Deixaram de comparecer para fazer angiorressonância magnética 100% dos agendados; já no exame denominado mapa externo, foram 23%, para mamografia (no programa de rastreamento), 15%, para biópsia de colo de útero, 100% de ausências e laringoscopia externa 20%.

De acordo com a secretária de Saúde, Maria Carolina Rehder Regini da Silva, embora as ausências ainda sejam altas, as taxas têm caído, quando comparadas a anos anteriores. Em 2020, a média de faltas a consultas no AME foi de 19%; em 2021, 16% e ano passado para 11%. Apesar da queda, ela chama a atenção para o fato de o não comparecimento contribuir para aumentar a fila de espera, além de gerar prejuízos a quem aguarda atendimento.

No que se refere a realização de exames, também no AME, em 2019, 18% dos agendados não compareceram; em 2020, 17%; em 2021, 13%; e em 2022, 14%, ou seja, um aumento no último ano.

A presidente da Câmara de Vereadores, Cristina Lerosa, pediu apoio dos vereadores para promover a conscientização da população sobre a importância do comparecimento aos agendamentos médicos. O vereador Zito mencionou que no hospital regional de Divinolândia – consórcio de saúde que atende a região – os pacientes de Águas da Prata são os que mais faltam, enquanto os de Vargem Grande são os mais assíduos. Ele disse que a prefeitura de Vargem Grande telefona para os pacientes para fazer encaixe nas consultas no hospital de Divinolândia, quando há vagas remanescentes, o sistema denominado “bolsão de vagas”. Zito sugeriu que a prefeitura da Prata proceda da mesma forma. No entanto, a secretária de Saúde explica que há diferenças entre o agendamento e confirmação de consultas e exames no AME e o aproveitamento das vagas do bolsão, em Divinolândia. Ela também contou que já existe a confirmação dos agendamentos no AME, mas, muitos usuários ainda não comparecem. “Falta comprometimento”, afirmou.

O vereador Reginaldo também sugeriu a confirmação dos agendamentos, e a vereadora Suzana, que é servidora da Saúde, explicou que mesmo com confirmação muitos pacientes ainda faltam. 

Imagem: Criador: Gilberto Marques/Governo do Estado de SP

 

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